A restruturação da economia é dos desafios do Governo Angolano. A economia informal emprega quase a maior parte da população angolana, com desafios diários de construir habitação, formação, alimentação e um conjunto de bens de primeira necessidade que não tem sido tão fácil para a globalidade.

 Maria João reside no Huambo há dois anos vinda de Luanda, vive da venda ambulante, destaca que não é fácil passar o dia a andar pela cidade, no interior dos bairros e arredores para garantir o jantar dos seus filhos, pois nem todos os dias as vendas resultam e avançou que " temos sofrido muito com o sol, o negócio as vezes não compram e as crianças dormem sem comer mesmo nada. O meu marido é cupapata (motoqueiro), não tem trazido muito, mas dá para viver mesmo".

Os mercados informais, segundo a dona Ruth Chavola não têm muitos clientes "por isso estamos a vender aqui nas ruas, e aqui perguntam e compram", sorridente e sem preocupações, com sua banheira de bananas, abacates e cenouras, ela contou que vive da venda ambulante desde os seus 12 anos, " tenho 33 anos, a minha mãe também vendia na praça, eu não estudei e não tenho outro trabalho, o meu marido é polícia. Tenho 2 filhos e estudam". Esses são os relatos que quase dominam a arena da economia informal.

Com uma palheta de quase 1 metro quadrado onde estão pendurados cintos, chapéus e relógios, Mauro Pi anda pelas ruas do Huambo de segunda até sábado vendendo. com 23 anos de idade, o jovem conta que a sua vida é repartida entre a escola e o negócio, embora reconheça ser uma missão difícil:" estou a vender na rua já há 4 anos, quis desistir, mas os meus irmãos disseram para continuar a estudar, vou fazer a 12ª classe, o dinheiro da zunga uso para pagar propinas e comprar roupas para mim, sou órfão".

 Apesar das dificuldades ele entende que essa é a única via que tem para não roubar, pois avançou: "os meus amigos são gatunos, mas eu escolhi vender para não lhes seguir", destaca o jovem visivelmente cansado.

A fiscalização da Administração Municipal do Huambo garante que a venda informal em ruas da cidade tem sido proibida, por isso tem levado a cabo um conjunto de acções de sensibilização juntos dos vendedores ambulantes, como palestras, reuniões entre outras actividades para manter a estética urbana.

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